domingo, 21 de junho de 2009

Violência no futebol 2

Não sei por que volto a tocar no assunto. Mas ontem aconteceu o derbi de Campinas, Ponte Preta e Guarani, e obviamente ocorreram situações de conflito. Vi apenas os torcedores de ambos os times entrando em choque com a polícia, e um policial saindo de ambulância do estádio. Isso porque nem vi o jogo, nem ouvi noticiários posteriores, mas de certo outros tantos problemas se desenvolveram, tanto no entorno do estádio quanto longe dali.

O Galvão Bueno adora falar sobre a paz nos estádios e outras balelas que apenas ele acredita serem verdades. O "derbi da paz", como havia sido combinado pela torcida organizada dos dois times, junto com governantes da cidade, que realmente se reuniram e assinaram documentos dizendo de que a única disputa seria no campo (faz-me rir), acabou sendo como é todo jogo de futebol no país, um péssimo exemplo, tanto de cidadania quanto de organização.

Estádio de futebol não é lugar de PM. Se o Guarani, ou seja lá qual time, é o organizador do evento, deve zelar pela segurança de seus clientes. Assim, certamente diretorias e torcidas organizadas teriam uma relação menos amigável, pois as primeiras sentiriam na pele os desgastes causados pelas segundas.

Enquanto os clubes não se reconhecerem, enfim, empresas, nosso futebol estará fadado a esses péssimos espetáculos, inseguros, de baixo nível, e desinteressantes. Os tempos de amor ao clube e a camisa acabaram. É uma pena, mas se o país quiser um campeonato forte e de valor, precisa caminhar, pois nessa transição entre paixão e empresa, o futebol brasileiro parece ter parado no meio.

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