terça-feira, 21 de julho de 2009

Sonho

Uma das peças que mais gostei até hoje é Café com Queijo, do grupo LUME de Teatro. Tão boa, que já vi duas vezes, e adorei as duas. Nela, quatro atores estupendos interpretam diversos personagens, estes baseados em pessoas que eles encontraram durante uma longa viajem pelo país. São todas pessoas simples, mas com histórias maravilhosas para contar.

Uma dessas pessoas é seu Teotônio Ferreira. É a personagens por quem eu mais me interesso, talvez por ter a história mais grandiosa e inacreditável. Além de dizer que não sente nenhum dor, no alto de seus 100 anos, conta histórias maravilhosas. Diz ter sido professor, lecionado em São Paulo, diz ter sido convocado para falar diversas vezes em Brasília e, diz ainda, que quando esteve no Vaticano, teria conversado longamente com o Papa.

Adoro as histórias, mas sempre fiquei me perguntando se eram verdadeiras. Mas enfim chego ao sonho que da título a esse post. Raramente lembro dos meus sonhos, mas deste lembrei, e nele eu e meu amigo nos encontrávamos com ninguém mais ninguém menos que seu Teotônio Ferreira, com quem conversávamos longamente, viajando junto com ele para os lugares onde ele dizia ter ido. Delicioso...

Quando acordei, com aquela sensação gostosa depois de um sonho bom, tive a clareza de que pouco importa se as histórias são verdadeiras ou não, o que importa é que elas me fizeram sonhar!

domingo, 19 de julho de 2009

Assuntos

Faz tempo que não escrevo por aqui. Várias coisas passaram pela minha cabeça essa semana como possíveis assuntos para um post. Mas, por mais incrível que isso pareça, pois estamos em plenas férias, faltou-me tempo.

O primeiro, dando sequência ao post anterior, é o Festival Paulínia de Cinema. Tive a oportunidade de ir outros dois dias. Na segunda, terrível! Além de um curta extremamente babaca, um longa que não funciona em quase momento algum. Já na quarta tivemos melhor sorte, e os filmes foram bastante interessantes, especialmente o bom documentário sobre Hebert Vianna, vocalista do Paralamas do Sucesso (que não gosto muito, por sinal). Além dos filmes, peguei o autógrafo do Rubens Edwald Filho, crítico de cinema que sempre comenta o Oscar, e cujo autógrafo talvez só eu queira.

Outro assunto que passou pela minha cabeça estava um tanto enterrado. Há um bom tempo, tinha visto uma teoria da conspiração dizendo que o homem não havia chegado à Lua, e que as cenas que vimos eram produzidas em estúdio. Depois vi um episódio dos Caçadores de Mitos (programa muito legal da Discovery) que derrubava os argumentos da tal teoria conspiratória. Estava convencido. Até que essa semana saíram filmes "remasterizados" da chegada do homem a Lua. Mas esses filmes são dos arquivos de redes de televisão que transmitiram o evento, e não as imagens originais porque TERIAM GRAVADO OUTRO MATERIA POR CIMA DO VÍDEO ORIGINAL. Isso bastou para que aquela pulginha volte a se colocar atrás da minha orelha.

Passou também a estréia de Harry Potter e o Enigma do Príncipe, que estranhamente ainda não vi. Lembro de fazer as contas para quantos meses faltavam para a estréia desse filme, já quando saia da sessão de estréia do Harry anterior. Agora que chegou, a empolgação parece ter diminuído... Melhor talvez, com expectativas menores, mais chances do filme agradar.

E que venha a próxima semana!

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Festival de Paulínia


Ontem fomos ao II Festival Paulínia de Cinema. Sem muita fé na programação, confesso que esperava bem pouco do evento. Mas o que encontrei lá não apenas superou minhas expectativas, como também me surpreendeu positivamente.

Com o necessário glamour do cinema, a entrada do Theatro Municipal de Paulínia, que já é bastante luxuosa, estava precedida pelo característico tapete vermelho. Ainda que com as luzes e holofotes apagados e as arquibancadas vazias, a sensação de atravessar o tapete vermelho foi interessante. Dentro do teatro, magnífico por sinal, foi colocada uma grande tela de cinema, onde os filmes são projetos, com grande qualidade.

Foi ai que começou o que eu realmente não esperava, primeiro pela produção de algumas pessoas, que não dispesaram o vestido longo e o terno. Mas o mais legal foi que os filmes, antes de serem passados, eram apresentados, e diretor e equipe subiam ao palco para falar um pouco de sua produção. Muito interessante! Inclusive, no último filme da noite, acabamos sentando na fileira de trás de onde fiou toda a equipe do filme, entre ela a cantora Leilah Moreno, que provou que o tamanho do decote é inversamente proporcional a qualidade como atriz (ela estava com um decotão...)

Mas o mais legal mesmo foi vivenciar esse Festival. Se Paulínia pretende que ele se torne importante no cenário brasileiro com o passar dos anos, está começando muito, muito bem!

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Saramago - Universidade

Que sou fã do Saramago já ficou evidente. O número de coisas dele que poderia aqui colocar é enorme, mas essa merece especial destaque. Em seu blog, ele falou sobre educação, universidade e democracia:

"Não ignoro que a principal incumbência assinada ao ensino em geral, e em especial ao universitário, é a formação. A universidade prepara o aluno para a vida, transmite-lhe os saberes adequados ao exercício cabal de uma profissão escolhida no conjunto de necessidades manifestada pela sociedade, escolha essa que se alguma vez foi guiada pelos imperativos da vocação, é com mais frequência resultante dos progressos científicos e tecnológicos, e também de interessadas demandas empresariais. Em qualquer caso, a universidade terá sempre motivos para pensar que cumpriu o seu papel ao entregar à sociedade jovens preparados para receberem e integrarem no seu acervo de conhecimentos as lições que ainda lhe faltam, isto é, as da experiência, madre de todas as coisas humanas. Ora, se a universidade, como era seu dever, formou, e se a chamada formação contínua fará o resto, a pergunta é inevitável: “Onde está o problema?” O problema está em que me limitei a falar da formação necessária ao desempenho de uma profissão, deixando de lado outra formação, a do indivíduo, da pessoa, do cidadão, essa trindade terrestre, três em um corpo só. É tempo de tocar o delicado assunto. Qualquer acção formativa pressupõe, naturalmente, um objecto e um objectivo. O objecto é a pessoa a quem se pretende formar, o objectivo está na natureza e na finalidade da formação. Uma formação literária, por exemplo, não apresentará mais dúvidas que as que resultarem dos métodos de ensino e da maior ou menor capacidade de recepção do educando. A questão, porém, mudará radicalmente de figura sempre que se trate de formar pessoas, sempre que se pretenda incutir no que designei por “objecto”, não apenas as matérias disciplinares que constituem o curso, mas um complexo de valores éticos e relacionais teóricos e práticos indispensáveis à actividade profissional. No entanto, formar pessoas não é, por si só, um aval tranquilizador. Uma educação que propugnasse ideias de superioridade racial ou biológica estaria a perverter a própria noção de valor, pondo o negativo no lugar do positivo, substituindo os ideais solidários do respeito humano pela intolerância e pela xenofobia. Não faltam exemplos na história antiga e recente da humanidade.

Aonde pretendo chegar com este arrazoado? À universidade. E também à democracia. À universidade porque ela deverá ser tanto uma instituição dispensadora de conhecimentos como o lugar por excelência de formação do cidadão, da pessoa educada nos valores da solidariedade humana e do respeito pela paz, educada para a liberdade e para a crítica, para o debate responsável das ideias. Argumentar-se-á que uma parte importante dessa tarefa pertence à família como célula básica da sociedade, porém, como sabemos, a instituição familiar atravessa uma crise de identidade que a tornou impotente perante as transformações de todo o tipo que caracterizam a nossa época. A família, salvo excepções, tende a adormecer a consciência, ao passo que a universidade, sendo lugar de pluralidades e encontros, reúne todas as condições para suscitar uma aprendizagem prática e efectiva dos mais amplos valores democráticos, principiando pelo que me parece fundamental: o questionamento da própria democracia. Há que procurar o modo de reinventá-la, de arrancá-la ao imobilismo da rotina e da descrença, bem ajudadas, uma e outra, pelos poderes económico e político a quem convém manter a decorativa fachada do edifício democrático, mas que nos têm impedido de verificar se por trás dela algo subsiste ainda. Em minha opinião, o que resta é, quase sempre, usado muito mais para armar de eficácia as mentiras que para defender as verdades. O que chamamos democracia começa a assemelhar-se tristemente ao pano solene que cobre a urna onde já está apodrecendo o cadáver. Reinventemos, pois, a democracia antes que seja demasiado tarde. E que a universidade nos ajude. Quererá ela? Poderá ela?"

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Férias

A princípio, o título do post seria "enfim, férias". Mas pensei sobre o "enfim" e resolvi tira-lo, para não dar a impressão de que venho esperando pelas férias desde que a anterior acabou. É bem verdade que durante o semestre vamos nos enchendo das coisas da faculdade, e torcemos para que cheguem logo os tempos de sossego e descanso.

Peguei 5 livros para ler. Realmente gostaria de lê-los todos, mas não sei se serei capaz. Os dias passam rápido, acordamos um tanto mais tarde, paramos para almoçar, aquele descanso depois do almoço, e de repente lá se vai o sol, chega a noite e a impressão de dia acabado.

São ainda os primeiros dias, mas vou tentar manter um mínimo de disciplina. Se acordo às 6 da manhã para ir para a unicamp, posso acordar às 8 para ter mais tempo de fazer as coisas que quero. Se era capaz de dedicar em torno de 6 horas por dia nas matérias da faculdade (me refiro as aulas), posso pegar um terço disso para ler os livros que peguei.

Mas talvez o mais interessante das férias, seja não ter disciplina, dormir sem hora pra acordar, ler conforme der vontade, curtir bons programas... É, estou vendo que nem todos os livros serão lidos...

Enfim, boas férias!!