The Adventures of Tintin: The Secret of the Unicorn, esse é o título oficial do primeiro filme da trilogia Tintin. E a data de estréia foi confirmada sexta: 23 de Dezembro de 2011! Um pouco mais cedo nos países de América Latina, Europa e Índia (devido a um plano da distribuidora que não entendi...).
Como diziam os rumores, os filmes estão na responsabilidade de dois monstros da indústria cinematográfica Steven Spielberg (que recentemente tem feito filmes terríveis, como o último Indiana Jones) e Peter Jackson (não preciso dizer nada). Com uma dupla dessas, só se pode esperar grandes filmes. Spielberg disse que ele ficará responsável por um dos filmes, Peter por outro, e o terceiro pode ser dirigido por ambos, ou por um terceiro diretor.
Outros nomes que já estão associados aos filmes são: John Williams, que já fez milhares de trilhas sonoras, algumas inesquecíveis como as de Harry Potter, Star Wars, ET e Tubarão! Jamie Bell, de Jumper, foi o escolhido para interpretar Tintin, enquanto que Daniel Craig, o atual 007, interpretará o terrível Rackham. Outros atores confirmados são Andy Serkis (o Gollum do Senhor dos Anéis), Simon Pegg, Nick Frost, Gad Elmaleh (Amar... Não Tem Preço), Toby Jones (O Nevoeiro) e Mackenzie Crook (Piratas do Caribe: No Fim do Mundo).
Existe um site: tintin.com, para quem se interessar.
É esperar pra ver...
domingo, 31 de maio de 2009
quinta-feira, 28 de maio de 2009
Sopram ventos de greve...
Lá pelas bandas da FEF nada chegou. Tudo corre normalmente, sem nenhum tipo de estranheza. Contudo, às quintas feiras, tenho aula na Faculdade de Educação, e por lá a greve deu as caras. Numa atitude que considero impecável da professora, não esperava tal atitude, ela nos disse que não pararia, por desacreditar do movimento de greve, depois de ter feito várias delas ao longo dos 27 anos de carreira na universidade. Mas disse que todos estavam à vontade para assumirem a greve, parando as ações, e que esses nem falta levariam.
Dito isso, a grande maioria dos alunos saiu da sala, uma vez que um pessoal do movimento estudantil tinha nos convidado para uma conversa sobre a greve, onde todos os alunos da educação deveriam se reunir para discutir. Fiquei por ali cerca de uma hora, ouvindo sobre as reivindicações dos estudantes e outros papos, enquanto a nossa volta, três salas de aula continuavam cheias, com o professor passando o conteúdo normalmente.
As reivindicações são justas, como de costume. Qualquer um que ouça sobre a UNIVESP (Universidade de São Paulo, que pretende disponibilizar cursos de graduação à distância) será contra o projeto. O sucateamento da universidade pública, especialmente dos cursos de humanas, é evidente, está lá para ser olhado (ou não, como no caso absurdo do Instituto de Artes que não tem um teatro). O número reduzido de professores, os baixíssimos salários dos trabalhadores, a falta de estrutura são todas "fato consumado".
Frente a isso, paramos as aulas.
...
...
Quando os funcionários de uma fábrica de carro cruzam os braços, carros deixam de ser produzidos. Quando o mais inútil dos empacotadores para de empacotar, alguma coisa estará sem pacote. Quando alunos deixam de ter aulas, a única coisa que para é seu aprendizado! E isso não afeta em nada as instituições que precisam ser afetadas, não se faz ouvir, não se impõe.
Não estou defendo a alienação e nem sou contra a greve. Mas definitivamente ela precisa ser feita quando tiver função. Ela deve ser último recurso após uma série de tentativas que falharam e, principalmente, ela tem que servir como unificadora e impactante.
Entendo e valorizo aqueles que, mesmo sabendo da dificuldade de se fazer uma greve realmente forte na UNICAMP, lutam, discutem, vão às salas de aula para falar sobre o assunto, participam das assembléias. Eles são gritos de oposição contra coisas que precisam ser barradas e impedidas. Mas até onde seus gritos ecoarão? Quanto à paralisação de aulas afeta a engrenagem educacional, que está errada sim, mas que pouco se importa se alunos tiveram aula ou não, especialmente em lugares como a Faculdade de Educação, onde todos já acham que ninguém tem aula mesmo...
Confesso uma profunda angústia. Concordo plenamente com a manifestação, me oponho veementemente à UNIVESP, acho que a universidade merece melhores condições estruturais, mas olho para o movimento de greve sem conseguir dele me aproximar. Vejo ali um grito, necessário e correto, mas não vejo solução. Vejo reinvidicações coerentes, mas não as vejo sendo atendidas.
Vejo os problemas, mas não vejo como resolvê-los...
Dito isso, a grande maioria dos alunos saiu da sala, uma vez que um pessoal do movimento estudantil tinha nos convidado para uma conversa sobre a greve, onde todos os alunos da educação deveriam se reunir para discutir. Fiquei por ali cerca de uma hora, ouvindo sobre as reivindicações dos estudantes e outros papos, enquanto a nossa volta, três salas de aula continuavam cheias, com o professor passando o conteúdo normalmente.
As reivindicações são justas, como de costume. Qualquer um que ouça sobre a UNIVESP (Universidade de São Paulo, que pretende disponibilizar cursos de graduação à distância) será contra o projeto. O sucateamento da universidade pública, especialmente dos cursos de humanas, é evidente, está lá para ser olhado (ou não, como no caso absurdo do Instituto de Artes que não tem um teatro). O número reduzido de professores, os baixíssimos salários dos trabalhadores, a falta de estrutura são todas "fato consumado".
Frente a isso, paramos as aulas.
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Quando os funcionários de uma fábrica de carro cruzam os braços, carros deixam de ser produzidos. Quando o mais inútil dos empacotadores para de empacotar, alguma coisa estará sem pacote. Quando alunos deixam de ter aulas, a única coisa que para é seu aprendizado! E isso não afeta em nada as instituições que precisam ser afetadas, não se faz ouvir, não se impõe.
Não estou defendo a alienação e nem sou contra a greve. Mas definitivamente ela precisa ser feita quando tiver função. Ela deve ser último recurso após uma série de tentativas que falharam e, principalmente, ela tem que servir como unificadora e impactante.
Entendo e valorizo aqueles que, mesmo sabendo da dificuldade de se fazer uma greve realmente forte na UNICAMP, lutam, discutem, vão às salas de aula para falar sobre o assunto, participam das assembléias. Eles são gritos de oposição contra coisas que precisam ser barradas e impedidas. Mas até onde seus gritos ecoarão? Quanto à paralisação de aulas afeta a engrenagem educacional, que está errada sim, mas que pouco se importa se alunos tiveram aula ou não, especialmente em lugares como a Faculdade de Educação, onde todos já acham que ninguém tem aula mesmo...
Confesso uma profunda angústia. Concordo plenamente com a manifestação, me oponho veementemente à UNIVESP, acho que a universidade merece melhores condições estruturais, mas olho para o movimento de greve sem conseguir dele me aproximar. Vejo ali um grito, necessário e correto, mas não vejo solução. Vejo reinvidicações coerentes, mas não as vejo sendo atendidas.
Vejo os problemas, mas não vejo como resolvê-los...
sexta-feira, 22 de maio de 2009
A raiz do problema
Estou fazendo estágio obrigatório em uma escola aqui de Valinhos. Não presenciei o ocorrido, mas me contaram...
Um menino apareceu com o olho roxo, logo na primeira aula do dia. Chorando, foi reclamar com a professora, falando quem havia dado o soco. A professora chamou o outro aluno, questionando. E ele disse: "fui eu sim professora. Ele estava falando como uma bicha do meu lado. Eu falei para ele parar, e como ele não parou dei um soco na cara dele".
A professora mandou os dois para a secretaria que, passando o problema para frente, chamou o pai dos dois. O pai do menino que deu o soco disse estar surpreso, que o filho não era agressivo e que era a primeira vez que aquilo acontecia. E para fechar disse: "mas podem ficar tranquilos, a hora que ele chegar em casa ele vai levar um surra".
Esses garotos estão na quinta série, completando 11 anos. E já tem enraizado, claro e evidente, o preconceito, no caso a homofobia. Esse pai não percebe, que ao dar uma surra no filho, valida sua atitude. Esse garoto vai entender que quem faz coisa errada deve apanhar, e como "agir como bicha" continuará sendo algo errado para ele, novos socos estão aguardando. Ai entra a responsabilidade da escola, que ao invés de discutir o fato, seja com os alunos, seja com a sala, seja com a escola, passa o problema para que os pais cuidem, empurra as mazelas com a barriga, se retira do dever de educadora.
E depois perguntam se o Brasil é um país preconceituoso...
Um menino apareceu com o olho roxo, logo na primeira aula do dia. Chorando, foi reclamar com a professora, falando quem havia dado o soco. A professora chamou o outro aluno, questionando. E ele disse: "fui eu sim professora. Ele estava falando como uma bicha do meu lado. Eu falei para ele parar, e como ele não parou dei um soco na cara dele".
A professora mandou os dois para a secretaria que, passando o problema para frente, chamou o pai dos dois. O pai do menino que deu o soco disse estar surpreso, que o filho não era agressivo e que era a primeira vez que aquilo acontecia. E para fechar disse: "mas podem ficar tranquilos, a hora que ele chegar em casa ele vai levar um surra".
Esses garotos estão na quinta série, completando 11 anos. E já tem enraizado, claro e evidente, o preconceito, no caso a homofobia. Esse pai não percebe, que ao dar uma surra no filho, valida sua atitude. Esse garoto vai entender que quem faz coisa errada deve apanhar, e como "agir como bicha" continuará sendo algo errado para ele, novos socos estão aguardando. Ai entra a responsabilidade da escola, que ao invés de discutir o fato, seja com os alunos, seja com a sala, seja com a escola, passa o problema para que os pais cuidem, empurra as mazelas com a barriga, se retira do dever de educadora.
E depois perguntam se o Brasil é um país preconceituoso...
sábado, 16 de maio de 2009
Tirinha
quinta-feira, 14 de maio de 2009
O Gugu no meu quintal
Existe um quadro no Domingo Legal (programa do Gugu de domingo, para os que, com eu, não lembram que esse é o nome do programa) que reforma a casa das pessoas. Eis que a sortuda da vez foi uma casa próxima à minha. Durante alguns dias houve certa movimentação, especialmente de trabalhadores. Numa tendinha montada na frente da casa, me disseram que se lia: gravação de entrega da casa na quinta, dia 14.
Acordei às 8 da manhã com certo movimento na rua, pouco maior do que de costume, uns carros a mais subindo e descendo a rua. Duas horas depois minha rua estava um completo caos, cheio de pessoas curiosas para ver o tal de Gugu. Vencido (eu tentava estudar enquanto o fuzuê da rua aumentava), saí para dar uma olhada. Andei um pouco e percebi que tinha chegado tarde demais, mesmo em se tratando da minha rua. Um pouco impaciente com o número de pessoas que não têm nada melhor para fazer, voltei para casa (uma das poucas em segurança, pois as do outro lado da rua, que faziam fundo com a casa reformada, foram praticamente invadidas por curiosos).
Quando eram quase 10h30 da manhã, chegou um animador de tumulto. Ai o estudo que já estava difícil ficou ainda mais complicado. Entre outras bobagens, o tal animador puxou "contagem regressiva para a chegada do Gugu" umas 50 vezes, que sempre era acompanhada pelo povo, e que sempre terminava com gritos idolátricos, mesmo sabendo que ninguém ia aparecer no final. Quando o apresentador enfim apareceu, pude ouvi-lo rapidamente, como se hoje fosse domingo, e meu pai passasse, por engano, pelo sbt.
Como se não bastasse, havia um guindaste cobrindo a casa, e quando o pano foi levantado, pegou na rede elétrica causando um curto e queda de energia. Ainda que, por sorte, o fio não arrebentou, se não o povo em volta ficaria certamente mais eletrizado. Por fim, depois de esperar que um policial militar tirasse o carro de frente da minha garagem, pude sair, e quando voltei a platéia já estava dissipada, e minha rua parecia voltando à calmaria de sempre.
domingo, 3 de maio de 2009
Saramago
Não sou bom de memória. Especialmente sobre coisas minhas do passado. Mas uma coisa que lembro bem é quando, rodando por alguma livraria, lá com meus 14 anos, via algum livro de José Saramago. Querendo me mostrar culto, sempre dizia aos amigos: "Nossa, Saramago! Ele é considerado um dos autores mais difíceis de se ler". Essa informação não era inventada, tinha ouvido-a no jornal, no tempo em que Saramago tomou o noticiário por ter ganhado o Nobel de Literatura.
Eis que, seis anos depois, e sem me lembrar do que contei acima, fui incentivado a ler Ensaio Sobre a Cegueira. Adorei a história, sua simbologia e importância. E me apaixonei pelo autor. Gênio da prosa poética, conta suas histórias com uma fluidez inigualável, e mergulha em reflexões profundas e belas, sem abrir mão da simplicidade sempre evidente (humana) em suas histórias.
Trechos não mostram bem o que é ler Saramago, mas como são tudo o que posso aqui reproduzir, espero que sirvam de petiscos. Todos são do livro O Evangelho Segundo Jesus Cristo:
“Jesus acordou, mas agora a valer, que antes mal abrira os olhos quando sua mãe o enfaixara para a viagem, e pediu alimento com a sua voz de choro, única que ainda tem. Um dia, como qualquer de nós, outras vozes virá a aprender, graças às quais saberá exprimir outras fomes e experimentar outras lágrimas”
“Certos momentos há da vida que deviam ficar fixados, protegidos do tempo, não apenas consignados, por exemplo, neste evangelho, ou em pintura, ou modernamente em foto, cine e vídeo, o que interessava mesmo era que o próprio que os viveu ou tinha feito viver pudesse permanecer para todo o sempre à vista dos seus vindouros, como seria, neste dia de hoje, irmos daqui até Jerusalém para vermos, com os nossos olhos visto, este rapazito, Jesus filho de José, enroladinho na curta manta de pobre, a olhar as casas de Jerusalém e a dar graças ao Senhor por não ter sido ainda desta vez que perdeu a alma”.
“(...) Roma, regida, como sabemos, por falsos deuses e falsos homens, em primeiro lugar, porque tais deuses de facto não existem, e em segundo lugar porque, tendo, apesar de tudo, alguma existência enquanto alvos de um culto sem efectivo objecto, é a própria vanidade do culto que demonstrará a falsidade dos homens”.
Genial!
Eis que, seis anos depois, e sem me lembrar do que contei acima, fui incentivado a ler Ensaio Sobre a Cegueira. Adorei a história, sua simbologia e importância. E me apaixonei pelo autor. Gênio da prosa poética, conta suas histórias com uma fluidez inigualável, e mergulha em reflexões profundas e belas, sem abrir mão da simplicidade sempre evidente (humana) em suas histórias.
Trechos não mostram bem o que é ler Saramago, mas como são tudo o que posso aqui reproduzir, espero que sirvam de petiscos. Todos são do livro O Evangelho Segundo Jesus Cristo:
“Jesus acordou, mas agora a valer, que antes mal abrira os olhos quando sua mãe o enfaixara para a viagem, e pediu alimento com a sua voz de choro, única que ainda tem. Um dia, como qualquer de nós, outras vozes virá a aprender, graças às quais saberá exprimir outras fomes e experimentar outras lágrimas”
“Certos momentos há da vida que deviam ficar fixados, protegidos do tempo, não apenas consignados, por exemplo, neste evangelho, ou em pintura, ou modernamente em foto, cine e vídeo, o que interessava mesmo era que o próprio que os viveu ou tinha feito viver pudesse permanecer para todo o sempre à vista dos seus vindouros, como seria, neste dia de hoje, irmos daqui até Jerusalém para vermos, com os nossos olhos visto, este rapazito, Jesus filho de José, enroladinho na curta manta de pobre, a olhar as casas de Jerusalém e a dar graças ao Senhor por não ter sido ainda desta vez que perdeu a alma”.
“(...) Roma, regida, como sabemos, por falsos deuses e falsos homens, em primeiro lugar, porque tais deuses de facto não existem, e em segundo lugar porque, tendo, apesar de tudo, alguma existência enquanto alvos de um culto sem efectivo objecto, é a própria vanidade do culto que demonstrará a falsidade dos homens”.
Genial!
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