Ontem à noite, ao invés de dormir, fiquei pensando sobre várias coisas, e uma delas foi sobre o que parece ser uma característica cada vez mais aparente na sociedade, que é o questionamento sobre a ordem "natural" das coisas. Acho que isso se deu por uma insistência de grupos revolucionários que pregam a superação do indivíduo alienado, e para isso cada um deveria questionar os porquês das atitudes que toma, e ao questionar e refletir sobre ela, buscar novas formas de ação que garantam uma sociedade mais justa.
Sim, isso é ótimo. O problema é que domingo, conversando com amigos, confirmei algo que já vinha constatando: cada vez menos homens lavam as mãos ao sair do banheiro. Venho constatando isso nos banheiros públicos por aí, e meus amigos constataram o mesmo (reforço o fato de que não são eles os que saem sem lavar as mãos!). O que isso tem a ver com o parágrafo anterior? Talvez nada, mas eu fiz minha relação.
Aos poucos o ser humano vai aceitando o insistente clamor de que precisa tomar o controle sobre suas ações, questionando a forma de existir imposta historicamente. O problema é que ao invés de usar isso para as grandes coisas, alguns homens se questionam: por que tenho que lavar as mãos depois de fazer xixi? E como aprendeu a resistir à resposta "porque sempre foi assim" ele resolve tomar nova ação frente a seu dilema... Mas ai é que surge o problema: ao invés de refletir sobre essa nova ação, o homem, essencialmente preguiçoso, opta pela ação mais simples e prática - simplesmente não lavar a mão.
É um exemplo simples mas que pode mostrar o quanto pode ser devastador se a "revolução" humana for feita até a metade. Se o indivíduo aprender a questionar as regras de ações vigentes, mas não tiver a capacidade de refletir e formar novas ações na direção "certa" (sei o quanto isso é subjetivo, contudo é evidente que simplesmente não lavar as mãos não é a melhor opção!), estaremos diante de uma sociedade ainda pior. Vale à pena arriscar viver no caos para que alcancemos a sociedade "ideal"? Vale jogar ácido no rosto de uma criancinha pela revolução?
Vale xixi espalhado por todo lado?!
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
domingo, 28 de dezembro de 2008
Histórias que se perderão...
Descansava tranquilamente após a ceia de Natal, quando começo a ouvir um papo estranho entre meu pai e minha mãe. Eles falam de visitar um tio-avô meu (que mora em Uberlândia, a 600Km daqui!) naquele iluminado dia natalino. Como a conversa começa a ficar sério me levanto com dificuldades do sofá para participar da conversa... Sete horas depois chegávamos a Uberlândia.
Esse meu Tio-Avô tem 86 anos, se não me engano, mora em uma casa simples com minha Tia-Avó (óbvio) em um bairro tranquilo da enorme cidade de Uberlândia. Ele, e também ela, ficam extremamente felizes com nossa visita, arrumam a casa o melhor possível, preparam comida o dia todo, e não se cansam de nos elogiar.
Meu tio agora está com um aparelho que fica ligado o dia todo. Esse aparelho pega oxigênio do ar, umedece-o, e manda direto para o nariz de meu tio por um cateter. Isso porque ele teve um sério problema no pulmão no mês passado. Mesmo com essa incômoda "borrachinha" no rosto, ele não perde a vontade de nos contar suas histórias. Todo o assunto é motivo para ele contar algo por que passou em sua vida de caminhoneiro, açougueiro, e diversas outras coisas. É bem verdade que algumas já ouvi diversas vezes, mas não perdem o interesse, e sempre há aquelas que ele nunca havia contado. Em cada um delas exemplos de superação das dificuldades, e de como era a vida nas diversas décadas que meu Tio-Avô viveu.
Imaginem o que ele não teria pra contar sobre o tempo da ditadura? Sobre a II Grande Guerra, sobre Collor, sobre o cinema, a música e literatura, sobre as diversas cidades que atravessava na boléia de um caminhão... Imaginem quantas histórias!
Entristece-me saber que, ainda que cheios de carinho, meu pai se lembrará de parte das histórias, e ainda contará algumas, quanto a mim, me lembrarei apenas como "as histórias que meu Tio-Avô contava", e jamais serei capaz de contá-las para alguém... Sendo assim, meu filho está fadado a saber apenas que eu tive um Tio-Avô, que em vida viveu muito mais do que está escrito em muitos livros... Histórias das quais, ele não tomará conhecimento...
Esse meu Tio-Avô tem 86 anos, se não me engano, mora em uma casa simples com minha Tia-Avó (óbvio) em um bairro tranquilo da enorme cidade de Uberlândia. Ele, e também ela, ficam extremamente felizes com nossa visita, arrumam a casa o melhor possível, preparam comida o dia todo, e não se cansam de nos elogiar.
Meu tio agora está com um aparelho que fica ligado o dia todo. Esse aparelho pega oxigênio do ar, umedece-o, e manda direto para o nariz de meu tio por um cateter. Isso porque ele teve um sério problema no pulmão no mês passado. Mesmo com essa incômoda "borrachinha" no rosto, ele não perde a vontade de nos contar suas histórias. Todo o assunto é motivo para ele contar algo por que passou em sua vida de caminhoneiro, açougueiro, e diversas outras coisas. É bem verdade que algumas já ouvi diversas vezes, mas não perdem o interesse, e sempre há aquelas que ele nunca havia contado. Em cada um delas exemplos de superação das dificuldades, e de como era a vida nas diversas décadas que meu Tio-Avô viveu.
Imaginem o que ele não teria pra contar sobre o tempo da ditadura? Sobre a II Grande Guerra, sobre Collor, sobre o cinema, a música e literatura, sobre as diversas cidades que atravessava na boléia de um caminhão... Imaginem quantas histórias!
Entristece-me saber que, ainda que cheios de carinho, meu pai se lembrará de parte das histórias, e ainda contará algumas, quanto a mim, me lembrarei apenas como "as histórias que meu Tio-Avô contava", e jamais serei capaz de contá-las para alguém... Sendo assim, meu filho está fadado a saber apenas que eu tive um Tio-Avô, que em vida viveu muito mais do que está escrito em muitos livros... Histórias das quais, ele não tomará conhecimento...
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
Então é Natal!
Li em uma reportagem que Dezembro acaba sendo o mês mais estressante do ano. Estranho, mas não me admiro. Essa história de presentes para a família toda, fora os amigos secretos, todos esses preparativos, enfeites, comidas, festas... Tantas tarefas e preparativos para o grande dia.
Aliás, para mim parece que esse dia 25 é tão grande, que toma vários outros para si. Depois do dia 20, já parece perto demais do Natal para se propor a qualquer coisa que não tenha relação com a data. Que dirá dos dias 26, 27, 28, 29 e 30, dia perdidos pela ressaca natalina, e pelos preparativos do Ano Novo. Nessa, vamos do dia 20 de Dezembro ao dia 5 de Janeiro (primeiro dia "útil" de 2009), na marcha "boas festas", vivendo como se todos esses 15 dias fossem todos para receber o bom velinho e o Sr. 2009.
Mas sem ser rabugento... Vai lá, é so uma vez no ano, não é?
Então... Feliz Natal!!!!!
Aliás, para mim parece que esse dia 25 é tão grande, que toma vários outros para si. Depois do dia 20, já parece perto demais do Natal para se propor a qualquer coisa que não tenha relação com a data. Que dirá dos dias 26, 27, 28, 29 e 30, dia perdidos pela ressaca natalina, e pelos preparativos do Ano Novo. Nessa, vamos do dia 20 de Dezembro ao dia 5 de Janeiro (primeiro dia "útil" de 2009), na marcha "boas festas", vivendo como se todos esses 15 dias fossem todos para receber o bom velinho e o Sr. 2009.
Mas sem ser rabugento... Vai lá, é so uma vez no ano, não é?
Então... Feliz Natal!!!!!
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
Coisa de Papa...
Ontem, na cidade do Vaticano, O Papa Bento XVI encontrou-se com os membros da Cúria Romana e da Família Pontifícia, por ocasião do tradicional intercâmbio de felicitações natalinas. Tomei conhecimento de parte de seu discurso por um amigo, via e-mail, e achei interessante comentar aqui no blog. Procurei outras matérias sobre o assunto, e tentei encontrar o discurso na íntegra, mas não encontrei.
O fato é que, além de outras coisas característica de fim de ano (www.radiovaticana.org, onde há uma matéria sobre esse encontro), um dos temas abordados pelo Papa gerou polêmica. Ele ressaltou a necessidade de uma "ecologia do homem", ou seja, uma ecologia que respeite a natureza do ser humano, criado por Deus, homem e mulher. Disse que a igreja "deveria proteger o homem da autodestruição", e que "As florestas tropicais merecem a nossa proteção. Mas o homem, como criatura, não merece nada menos [do que isso]".
Gostaria que você, leitor, se quiser, pense a respeito dessas frases, e veja o que entende. Antes que eu comece a falar o que penso e o que li.
Agora vamos. A referência contra o homossexualismo não é explícita, mas é clara. Segundo o site da BBC, o Papa teria dito que "tornar menos clara a distinção entre masculino e feminino pode levar à 'destruição da raça humana' ". Como bem comentou meu amigo, realmente inexplicável essa preocupação com a perpetuação da raça humana, como se ela de fato corresse risco de extinção.
Queria saber o que dizer. Em outros tempos "defenderia" dizendo que a igreja é feita de homens, e que homens erram. Diria que o que o Papa disse é característico de alguém ultra conservador, que não está certo, mas que tenta equilibrar a luta contra o ultra moderno, que parece encaminhar nossa sociedade para o caos. E que a religião, por fim, se faz dentro de cada um, e que é possível ser católico, ainda que não concordando com certas coisas ditas por aquele que seria seu líder máximo.
É isso que diria... Mas não sei o que digo hoje...
O fato é que, além de outras coisas característica de fim de ano (www.radiovaticana.org, onde há uma matéria sobre esse encontro), um dos temas abordados pelo Papa gerou polêmica. Ele ressaltou a necessidade de uma "ecologia do homem", ou seja, uma ecologia que respeite a natureza do ser humano, criado por Deus, homem e mulher. Disse que a igreja "deveria proteger o homem da autodestruição", e que "As florestas tropicais merecem a nossa proteção. Mas o homem, como criatura, não merece nada menos [do que isso]".
Gostaria que você, leitor, se quiser, pense a respeito dessas frases, e veja o que entende. Antes que eu comece a falar o que penso e o que li.
Agora vamos. A referência contra o homossexualismo não é explícita, mas é clara. Segundo o site da BBC, o Papa teria dito que "tornar menos clara a distinção entre masculino e feminino pode levar à 'destruição da raça humana' ". Como bem comentou meu amigo, realmente inexplicável essa preocupação com a perpetuação da raça humana, como se ela de fato corresse risco de extinção.
Queria saber o que dizer. Em outros tempos "defenderia" dizendo que a igreja é feita de homens, e que homens erram. Diria que o que o Papa disse é característico de alguém ultra conservador, que não está certo, mas que tenta equilibrar a luta contra o ultra moderno, que parece encaminhar nossa sociedade para o caos. E que a religião, por fim, se faz dentro de cada um, e que é possível ser católico, ainda que não concordando com certas coisas ditas por aquele que seria seu líder máximo.
É isso que diria... Mas não sei o que digo hoje...
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
Clima natalino
"(...) se a sabedoria antiga ainda serve para alguma coisa, se ainda pode ser de alguma utilidade para as ignorâncias modernas, recordemos com ela, discretamente para que não se riam de nós, que enquanto houver vida, haverá esperança."
José Saramago
Demorei, mas aqui estou de novo.
Poderia escrever um longo texto sobre o autor dessa frase, mas como o assunto do post não é esse, me limito a dizer que Saramago é genial. Do pouquíssimo que conheço é, sem sombra de dúvida, o melhor escritor!
Mas o tema do post é essa (será bendita? Será maldita?) esperança, que já ensinavam nossos bisavôs, é a última que morre. E não há época melhor do que essa, que se veste de verde e vermelho e de uma falsa simpatia entre todos os indivíduos do mundo, para lembrar dessa tal crença de que as coisas podem dar certo.
Tenho que assumir, sem a discrição de que fala Saramago, sem temer que vós leitores riam de mim, que essa sabedoria antiga, ainda que sem um bom motivo, ainda vence, dentro de mim, a luta com as ignorâncias modernas, e me faz acreditar que sim! Que a esperança é, por excelência, a última que morre. Afinal de contas, não haveria porque haver algo que moresse depois dela, pelo simples fato de que sem ela, todas as outras coisas morrem.
Vejam só... Até eu me surpreendi! Acreditar que a esperança é a última que morre nem requer certa abstração e aceitação daquilo que é ilógico, como acreditam os racionais de hoje em dia. Ela é a última a morrer pelo simples fato de que sem ela, nada se faz.
Vale dizer, para satisfazer os racionais (eu, em parte), que colocar a esperança como a última que morre, não a coloca no campo da imortalidade, como tem sido pensado. Acreditar que a esperança deve ser a última coisa a se findar não é acreditar que ela não se finda nunca.
José Saramago
Demorei, mas aqui estou de novo.
Poderia escrever um longo texto sobre o autor dessa frase, mas como o assunto do post não é esse, me limito a dizer que Saramago é genial. Do pouquíssimo que conheço é, sem sombra de dúvida, o melhor escritor!
Mas o tema do post é essa (será bendita? Será maldita?) esperança, que já ensinavam nossos bisavôs, é a última que morre. E não há época melhor do que essa, que se veste de verde e vermelho e de uma falsa simpatia entre todos os indivíduos do mundo, para lembrar dessa tal crença de que as coisas podem dar certo.
Tenho que assumir, sem a discrição de que fala Saramago, sem temer que vós leitores riam de mim, que essa sabedoria antiga, ainda que sem um bom motivo, ainda vence, dentro de mim, a luta com as ignorâncias modernas, e me faz acreditar que sim! Que a esperança é, por excelência, a última que morre. Afinal de contas, não haveria porque haver algo que moresse depois dela, pelo simples fato de que sem ela, todas as outras coisas morrem.
Vejam só... Até eu me surpreendi! Acreditar que a esperança é a última que morre nem requer certa abstração e aceitação daquilo que é ilógico, como acreditam os racionais de hoje em dia. Ela é a última a morrer pelo simples fato de que sem ela, nada se faz.
Vale dizer, para satisfazer os racionais (eu, em parte), que colocar a esperança como a última que morre, não a coloca no campo da imortalidade, como tem sido pensado. Acreditar que a esperança deve ser a última coisa a se findar não é acreditar que ela não se finda nunca.
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Poema
Ouço-lhe,
como quem ouve a verdade final.
Mergulho em cada frase sua,
e emerjo sempre em dúvida.
Se brinca, ou se fala sério,
se me ama ou me odeia.
Mas, me pergunto agora...
Quando mergulho, o que trago?
Trago aquilo que ali você pôs,
ou o que ali fui buscar?
Flávio C. Ferreira
como quem ouve a verdade final.
Mergulho em cada frase sua,
e emerjo sempre em dúvida.
Se brinca, ou se fala sério,
se me ama ou me odeia.
Mas, me pergunto agora...
Quando mergulho, o que trago?
Trago aquilo que ali você pôs,
ou o que ali fui buscar?
Flávio C. Ferreira
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
We like to move it, move it!
Ontem fui ao cinema, devido as poucas opções no horário, acabei por entrar na sala de Madagascar 2. Sentindo-me patético numa sala cheia de crianças e seus respectivos pais, vi um filme bastante característico da Dremworks (responsável por Srhek, Kung Fu Panda e outros) uma avalanche de estímulos visuais e auditivos recheada de muita inversão de valores. Tomemos como exemplo apenas a velinha desse Madagascar 2, extremamente rude, grosseira e agressiva, ela é o oposto das velinhas doces e simpáticas dos antigos desenhos da Disney, porém com exatamente a mesma imagem.
Não foi a partir de ontem que considero os desenhos animados de hoje em dia um risco para as crianças, mas definitivamente ontem compreendi porque assim eu pensava. A inversão de valores ainda vá lá... Pode-se defende-la dizendo que as crianças, por exemplo, ao aceitar um monstro verde como herói, terão menos preconceito quanto as diferenças de raças... Pode ser. Mas o que me assusta são os infindáveis estímulos visuais que têm o objetivo de fazer a criança rir, mesmo que ela não entenda a história. O filme é recheado de piadas muito inteligentes (e eu me sentia ótimo sendo o único no cinema a rir de algumas delas... sim, eu sou um idiota!) mas resta muito pouco de pensamento para os pequeninos. Eles riem da dança, do rebolado, das caretas, mas em nenhum momento o filme diminui o ritmo para que as crianças tentem, ao menos, entender o que está acontecendo. Ou seja, para nossos futuros senhores do mundo, não há nenhum espaço para reflexão.
É bem verdade que isso vem, não é de hoje, também se manifestando em outros campos, especialmente da escola, em que refletir sobre determinado assunto foi substituído pelo "decorar porque cai no vestibular". Mas esse é outro assunto...
p.s.: Não posso deixar de comentar uma das melhores piadas que já vi! Um dos pingüins do desenho, tentando utilizar uma chave de fenda, apresenta grande dificuldade, e quando a chave cai de suas patas, ele reclama "maldito Darwin!". Hehehehe... Genial!
Não foi a partir de ontem que considero os desenhos animados de hoje em dia um risco para as crianças, mas definitivamente ontem compreendi porque assim eu pensava. A inversão de valores ainda vá lá... Pode-se defende-la dizendo que as crianças, por exemplo, ao aceitar um monstro verde como herói, terão menos preconceito quanto as diferenças de raças... Pode ser. Mas o que me assusta são os infindáveis estímulos visuais que têm o objetivo de fazer a criança rir, mesmo que ela não entenda a história. O filme é recheado de piadas muito inteligentes (e eu me sentia ótimo sendo o único no cinema a rir de algumas delas... sim, eu sou um idiota!) mas resta muito pouco de pensamento para os pequeninos. Eles riem da dança, do rebolado, das caretas, mas em nenhum momento o filme diminui o ritmo para que as crianças tentem, ao menos, entender o que está acontecendo. Ou seja, para nossos futuros senhores do mundo, não há nenhum espaço para reflexão.
É bem verdade que isso vem, não é de hoje, também se manifestando em outros campos, especialmente da escola, em que refletir sobre determinado assunto foi substituído pelo "decorar porque cai no vestibular". Mas esse é outro assunto...
p.s.: Não posso deixar de comentar uma das melhores piadas que já vi! Um dos pingüins do desenho, tentando utilizar uma chave de fenda, apresenta grande dificuldade, e quando a chave cai de suas patas, ele reclama "maldito Darwin!". Hehehehe... Genial!
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
Roubaram uma mangueira
Minha casa é dessas normais, simples. Por estar recém pintada parece nova, mas as demais coisas evidenciam a idade que tem. Uma coisa verdadeiramente nova era uma mangueira que ficava em frente a minha casa. Explico-me: em casa há um pequeno jardim na frente, e uma torneira bem próxima ao portão, não demorou para que se juntasse um a outra através de uma mangueira, podendo minha vó molhar o jardim todos os dias de tardezinha, com aquele rigor de horário que toda vó tem.
Não sei como descrever a mangueira... Era nova, vermelha, comprida e com um espaçinho de nada dentro, só pra passar água, ficava sempre ali, perto da torneira, meio enrolada sem cuidado. Eis que acordo e ouço da conversa de minha mãe com minha vó, que a tal mangueira foi roubada. Roubaram uma mangueira. Juro, ela não tinha detalhes em ouro, era só uma mangueira, dessas de conduzir água e só.
Pus-me a pensar, porque alguém roubaria uma mangueira? De certo sua venda no mercado negro não renderá muito dinheiro ao desavisado ladrão, nem muito menos algum traficante ou dono de bar aceitará tal moeda de troca, recebendo uma mangueira e dando ao ladrão seu vício, ainda que seja vício de Itaipava. "Talvez precisasse de uma mangueira" justificou minha mãe, sempre compreensiva.
Em sonho acordado, pensei um teste fazer: colocaria sempre coisas sem valor, e no geral sem muita utilidade, bem próximo ao portão (aqui em casa, aqueles de grade), todas elas a alcance de qualquer mão interessada. Meu intuito nem seria descobrir quem os pega, que levem! Minha vontade é saber se, o exemplo que vem daqueles que nos governam, realmente atingiu até as ruas mais tradicionais das pequenas cidades do interior, saber se realmente roubar se tornou prática assim tão comum.
Não sei como descrever a mangueira... Era nova, vermelha, comprida e com um espaçinho de nada dentro, só pra passar água, ficava sempre ali, perto da torneira, meio enrolada sem cuidado. Eis que acordo e ouço da conversa de minha mãe com minha vó, que a tal mangueira foi roubada. Roubaram uma mangueira. Juro, ela não tinha detalhes em ouro, era só uma mangueira, dessas de conduzir água e só.
Pus-me a pensar, porque alguém roubaria uma mangueira? De certo sua venda no mercado negro não renderá muito dinheiro ao desavisado ladrão, nem muito menos algum traficante ou dono de bar aceitará tal moeda de troca, recebendo uma mangueira e dando ao ladrão seu vício, ainda que seja vício de Itaipava. "Talvez precisasse de uma mangueira" justificou minha mãe, sempre compreensiva.
Em sonho acordado, pensei um teste fazer: colocaria sempre coisas sem valor, e no geral sem muita utilidade, bem próximo ao portão (aqui em casa, aqueles de grade), todas elas a alcance de qualquer mão interessada. Meu intuito nem seria descobrir quem os pega, que levem! Minha vontade é saber se, o exemplo que vem daqueles que nos governam, realmente atingiu até as ruas mais tradicionais das pequenas cidades do interior, saber se realmente roubar se tornou prática assim tão comum.
domingo, 14 de dezembro de 2008
Capitu
Acompanhei, pela primeira vez em minha vida, uma minissérie da Rede Globo de Televisão. Achei interessantíssima! Desde "Hoje é Dia de Maria", a Globo, estranhamente, colocou em sua programação, ainda que pouquíssimo, algo realmente inovador e digno de audiência (e talvez por isso mesmo, a audiência de tais programas é sempre tão pequena). Teatral e muito estilizado, essa releitura de Dom Casmurro faz jus a seu autor original, também inovador em seu tempo.
É raro, mas por vezes a televisão faz coisas interessantes. Outro exemplo foi uma matéria de hoje, do Esporte Espetacular, falando das categorias de base do futebol brasileiro, falando do quanto as crianças são forçadas a parecerem atletas muito cedo, tendo que abrir mão da infância para satisfazer a ganância de clubes, empresários e pais (sim, esses são os piores).
Em suma, o problema não é a Globo! Há coisas razoáveis ali... O problema é que a grande massa que forma sua audiência não tem a capacidade (não por culpa própria, mas por outros fatores) de discernir o que é bom, do que é ruim...
Mas, cá entre nós... Quem tem?
É raro, mas por vezes a televisão faz coisas interessantes. Outro exemplo foi uma matéria de hoje, do Esporte Espetacular, falando das categorias de base do futebol brasileiro, falando do quanto as crianças são forçadas a parecerem atletas muito cedo, tendo que abrir mão da infância para satisfazer a ganância de clubes, empresários e pais (sim, esses são os piores).
Em suma, o problema não é a Globo! Há coisas razoáveis ali... O problema é que a grande massa que forma sua audiência não tem a capacidade (não por culpa própria, mas por outros fatores) de discernir o que é bom, do que é ruim...
Mas, cá entre nós... Quem tem?
Globo de Ouro
O Globo de Ouro é a segunda mais importante premiação do cinema americano, ficando atrás apenas do Oscar, claro. Eu, como adoro premiações, de todos os tipos, acompanho a alguns anos, e sempre brinco de fazer meus palpites para quem serão os vencedores... Repito serem palpites, podem estar certos ou não... É o que veremos depois do dia 11 de Janeiro, data prevista para acontecer a entrega do Globo de Ouro.
Aqui vão meus palpites:
Filme Dramático
Frost/Nixon
Filme de Comédia ou Musical
Vicky Cristina Barcelona
Ator em Filme Dramático
Brad Pitt, O Curioso Caso de Benjamin Button
Atriz em Filme Dramático
Kristin Scott Thomas, I´ve Loved You For So Long
Ator em Filme de Comédia ou Musical
Brenda Gleeson, Na Mira do Chefe
Atriz em Filme de Comédia ou Musical
Sally Hawkins, Happy-Go-Lucky
Ator Coadjuvante
Heath Ledger, Batman - O Cavaleiro das Trevas
Atriz Coadjuvante
Kate Winslet, The Reader
Diretor
Ron Howard, Frost/Nixon
Roteiro
Doubt, de John Patrick Shanley
Animação
Wall.E
Filme Estrangeiro
Gomorra (Itália)
Trilha Sonora
A Troca, de Clint Eastwood
Canção
“The Wrestler” música e letra de Bruce Springsteen - The Wrestler
Muitos dos filmes indicados (confira a lista completa no site: cinemaemcena.com.br) ainda não chegaram por aqui... Mas quando chegarem, vale a pena conferir!
Aqui vão meus palpites:
Filme Dramático
Frost/Nixon
Filme de Comédia ou Musical
Vicky Cristina Barcelona
Ator em Filme Dramático
Brad Pitt, O Curioso Caso de Benjamin Button
Atriz em Filme Dramático
Kristin Scott Thomas, I´ve Loved You For So Long
Ator em Filme de Comédia ou Musical
Brenda Gleeson, Na Mira do Chefe
Atriz em Filme de Comédia ou Musical
Sally Hawkins, Happy-Go-Lucky
Ator Coadjuvante
Heath Ledger, Batman - O Cavaleiro das Trevas
Atriz Coadjuvante
Kate Winslet, The Reader
Diretor
Ron Howard, Frost/Nixon
Roteiro
Doubt, de John Patrick Shanley
Animação
Wall.E
Filme Estrangeiro
Gomorra (Itália)
Trilha Sonora
A Troca, de Clint Eastwood
Canção
“The Wrestler” música e letra de Bruce Springsteen - The Wrestler
Muitos dos filmes indicados (confira a lista completa no site: cinemaemcena.com.br) ainda não chegaram por aqui... Mas quando chegarem, vale a pena conferir!
sábado, 13 de dezembro de 2008
O Supremo Castigo
Em todos os aeródromos, em todos os estádios, no ponto principal de todas as metrópoles, existe - quem é que não viu? - aquele cartaz...
De modo que, se esta civilização desaparecer e seus dispersos e bárbaros sobreviventes tiverem de recomeçar tudo desde o princípio - até que um dia também tenham os seus próprios arqueólogos - estes hão de sempre encontrar, nos mais diversos pontos do mundo inteiro, aquela mesma palavra.
E pensarão eles que Coca-Cola era o nome do nosso Deus!
Mario Quintana
Não pretendo ficar postando coisas que não são minhas naquilo que pretendo chamar de meu blog. Mas de certo citarei várias pessoas, e me utilizarei de frases, textos e poemas, uma vez que adoro citação.
Que esse poema sirva como petisco, para que você caro leitor, vá procurar outros poemas desse genial autor brasileiro, que de certo lhe será mais válido, e só volte aqui, caso queiras, depois de acompanhar o Mario em suas curtas, e monumentais, relexões.
De modo que, se esta civilização desaparecer e seus dispersos e bárbaros sobreviventes tiverem de recomeçar tudo desde o princípio - até que um dia também tenham os seus próprios arqueólogos - estes hão de sempre encontrar, nos mais diversos pontos do mundo inteiro, aquela mesma palavra.
E pensarão eles que Coca-Cola era o nome do nosso Deus!
Mario Quintana
Não pretendo ficar postando coisas que não são minhas naquilo que pretendo chamar de meu blog. Mas de certo citarei várias pessoas, e me utilizarei de frases, textos e poemas, uma vez que adoro citação.
Que esse poema sirva como petisco, para que você caro leitor, vá procurar outros poemas desse genial autor brasileiro, que de certo lhe será mais válido, e só volte aqui, caso queiras, depois de acompanhar o Mario em suas curtas, e monumentais, relexões.
Ora! Para que um Blog?
Fiz um Blog. Sempre quis, cheguei a fazer acho, mas ainda havia pouca coisa na minha cabeça, ou melhor, não havia coisas suficientemente interessantes para que outro alguém quisesse saber.
Confesso... Ainda não há muitas coisas, e talvez poucas delas sejam realmente interessantes. O que mudou é que resolvi fazer o Blog de uma vez, e depois ver se dele dou conta, e se alguém, por compaixão ou simples falta do que fazer, acessa-lo-á.
Pergunto-me (quase enraivecido, pois não consigo parar de perguntar coisas a mim mesmo, sobre mim, e também sobre tudo) do porque alguém faria um blog. Imagino que ele tenha surgido da vontade de dizer coisas para um número maior de pessoas, ou seja, uma danada vontade de chamar a atenção de mais gente do que seria possível apenas através da conversa, no fundo, aquela instintiva vontade de aparecer, de se destacar perante a manada.
Isso me referindo ao começo... Hoje qualquer um (inclusive esse que vos escreve) pode virar bloggeiro, ainda que de meia pataca, sem saber ao certo o que postará ao longo dos dias que virão... Mas fica ai o mistério (que intento, se transforme em novos acessos), como não sei o que escreverei, poderão qualquer coisa aqui encontrar... (ó...)
Confesso... Ainda não há muitas coisas, e talvez poucas delas sejam realmente interessantes. O que mudou é que resolvi fazer o Blog de uma vez, e depois ver se dele dou conta, e se alguém, por compaixão ou simples falta do que fazer, acessa-lo-á.
Pergunto-me (quase enraivecido, pois não consigo parar de perguntar coisas a mim mesmo, sobre mim, e também sobre tudo) do porque alguém faria um blog. Imagino que ele tenha surgido da vontade de dizer coisas para um número maior de pessoas, ou seja, uma danada vontade de chamar a atenção de mais gente do que seria possível apenas através da conversa, no fundo, aquela instintiva vontade de aparecer, de se destacar perante a manada.
Isso me referindo ao começo... Hoje qualquer um (inclusive esse que vos escreve) pode virar bloggeiro, ainda que de meia pataca, sem saber ao certo o que postará ao longo dos dias que virão... Mas fica ai o mistério (que intento, se transforme em novos acessos), como não sei o que escreverei, poderão qualquer coisa aqui encontrar... (ó...)
Assinar:
Comentários (Atom)