segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Clima natalino

"(...) se a sabedoria antiga ainda serve para alguma coisa, se ainda pode ser de alguma utilidade para as ignorâncias modernas, recordemos com ela, discretamente para que não se riam de nós, que enquanto houver vida, haverá esperança."
José Saramago

Demorei, mas aqui estou de novo.
Poderia escrever um longo texto sobre o autor dessa frase, mas como o assunto do post não é esse, me limito a dizer que Saramago é genial. Do pouquíssimo que conheço é, sem sombra de dúvida, o melhor escritor!

Mas o tema do post é essa (será bendita? Será maldita?) esperança, que já ensinavam nossos bisavôs, é a última que morre. E não há época melhor do que essa, que se veste de verde e vermelho e de uma falsa simpatia entre todos os indivíduos do mundo, para lembrar dessa tal crença de que as coisas podem dar certo.

Tenho que assumir, sem a discrição de que fala Saramago, sem temer que vós leitores riam de mim, que essa sabedoria antiga, ainda que sem um bom motivo, ainda vence, dentro de mim, a luta com as ignorâncias modernas, e me faz acreditar que sim! Que a esperança é, por excelência, a última que morre. Afinal de contas, não haveria porque haver algo que moresse depois dela, pelo simples fato de que sem ela, todas as outras coisas morrem.

Vejam só... Até eu me surpreendi! Acreditar que a esperança é a última que morre nem requer certa abstração e aceitação daquilo que é ilógico, como acreditam os racionais de hoje em dia. Ela é a última a morrer pelo simples fato de que sem ela, nada se faz.

Vale dizer, para satisfazer os racionais (eu, em parte), que colocar a esperança como a última que morre, não a coloca no campo da imortalidade, como tem sido pensado. Acreditar que a esperança deve ser a última coisa a se findar não é acreditar que ela não se finda nunca.

Um comentário:

  1. Eu tenho esperança na esperança... :)
    E não só no natal ;0
    Mas quem disse pra eu ficar falando de mim?

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