Ontem, na cidade do Vaticano, O Papa Bento XVI encontrou-se com os membros da Cúria Romana e da Família Pontifícia, por ocasião do tradicional intercâmbio de felicitações natalinas. Tomei conhecimento de parte de seu discurso por um amigo, via e-mail, e achei interessante comentar aqui no blog. Procurei outras matérias sobre o assunto, e tentei encontrar o discurso na íntegra, mas não encontrei.
O fato é que, além de outras coisas característica de fim de ano (www.radiovaticana.org, onde há uma matéria sobre esse encontro), um dos temas abordados pelo Papa gerou polêmica. Ele ressaltou a necessidade de uma "ecologia do homem", ou seja, uma ecologia que respeite a natureza do ser humano, criado por Deus, homem e mulher. Disse que a igreja "deveria proteger o homem da autodestruição", e que "As florestas tropicais merecem a nossa proteção. Mas o homem, como criatura, não merece nada menos [do que isso]".
Gostaria que você, leitor, se quiser, pense a respeito dessas frases, e veja o que entende. Antes que eu comece a falar o que penso e o que li.
Agora vamos. A referência contra o homossexualismo não é explícita, mas é clara. Segundo o site da BBC, o Papa teria dito que "tornar menos clara a distinção entre masculino e feminino pode levar à 'destruição da raça humana' ". Como bem comentou meu amigo, realmente inexplicável essa preocupação com a perpetuação da raça humana, como se ela de fato corresse risco de extinção.
Queria saber o que dizer. Em outros tempos "defenderia" dizendo que a igreja é feita de homens, e que homens erram. Diria que o que o Papa disse é característico de alguém ultra conservador, que não está certo, mas que tenta equilibrar a luta contra o ultra moderno, que parece encaminhar nossa sociedade para o caos. E que a religião, por fim, se faz dentro de cada um, e que é possível ser católico, ainda que não concordando com certas coisas ditas por aquele que seria seu líder máximo.
É isso que diria... Mas não sei o que digo hoje...
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