Já achava o projeto JN no Ar uma tremenda bobagem. No último mês antes das eleições, o Jornal Nacional resolveu que iria visitar 30 cidades do país, para conhecer suas situações, em 30 dias. Para isso gastou fortunas com um jatinho e o imenso trabalho de locomover uma equipe de jornalismo, e sua aparelhagem, para algum lugar qualquer. O pobre repórter ficava sabendo na hora do jornal para onde iria, e no dia seguinte tinha que apresentar a reportagem, já pronto para embarcar para outra localidade qualquer. Porque fazer desse jeito, e não com o simples auxílio de emissoras locais, que poderiam fazer uma análise muito mais aprofundada, com um gasto muito menor, não se sabe. Minha opinião: para mostrar que o JN pode.
O projeto fez sucesso (assim como Big Brother faz sucesso) e foi bolado o JN no Ar, Blitz Educação. A proposta agora era visitar uma cidade em cada região do país, e lá visitar a melhor e a pior escola da cidade segundo o IDEB, comparando as duas situações, e buscando as causas. Ainda que, para mim, continuasse sendo apenas um exercício de ostentação, parecia minimamente interessante. Até que, no primeiro dia do projeto, o repórter chama o especialista que os acompanharia durante as viagens, contribuindo para a análise das causas que levaram as tais escolas a serem as piores e as melhores: Gustavo Ioschpe. Para quem não o conhece, basta dizer: assina a coluna de educação da Veja (!).
O número de bobagens proclamadas por esse especialista em educação, ditas tanto nesse Projeto JN no Ar, quanto em sua coluna permanentemente ignorante, é inacreditável. Visitando uma das piores escolas de uma das cidades sorteadas para receber o jatinho da Globo, cujos professores estavam em greve, e que apresentava índice do IDEB de 1,4, se não me engano, Ioschpe se apressou em dizer: o problema dessa escola é muito claro, é a falta de consideração dos professores, que abandonaram seus alunos, que abandonaram a escola, e que estão sempre em greve (não foram essas as palavras, mas foi essa a ideia). Nas imagens, uma estrutura extremamente precária. Como a própria reportagem destacou, a escola fica em um bairro dominado pelo crime, e totalmente sem segurança. Soma-se a isso, a certamente nenhuma valorização do professor, e o zero de apoio dado quanto a materiais, transporte, merenda e etc. E a culpa do caos de quem é? Para o gênio Ioschpe, é do professor...
Aposto que o especialista suspirou de alívio ao montar no jatinho e partir de volta para sua certamente agradável vida de acadêmico, classe econômica B, ou talvez A, agora que convidado pelo Jornal Nacional. Santa hipocrisia.
Depois dessa preciso repetir incansávelmente que amo suas critícas e a acidez de seus comentários....
ResponderExcluirSaudade querido....quando virás almoçar comigo novamente? Beijão...inté
Incansavelmente, muito obrigado Fer!!
ResponderExcluirEu tentei né! Hehehe Mas quem sabe nessa quinta agora... Bjo!
belo texto Flavião!!
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