Meu relógio marca 18 horas. Acordei hoje às 7 da manhã. Ou seja, lá se vão 11 horas do meu domingo. É bem verdade que para uma pessoa de férias como eu, domingo, terça ou quarta não faz muita diferença. Mas me pus a pensar sobre o que fiz hoje. Confesso não ter achado coisas que pareçam suficientes para preencher tantas horas.
Acordei cedo, fui à missa, a fim de agradar aos céus e à minha avó, passei a manhã meio vendo tv, meio ouvindo música, e meio dormindo. Aventurei-me na cozinha na hora do almoço! Preparei um prato diferente e nada saudável. Depois sorveteria para a sobremesa, e desde então até agora, repeti a árdua tarefa de meio ver tv, meio ouvir música, meio dormir (é bem verdade que dormir prevaleceu. Assim como é verdade que li 5 páginas de Dom Casmurro, antes que o sono me tomasse de assalto).
Não gostaria de ser chamado de vagabundo, mas acho que o que direi a seguir só incentivará você, leitor, a assim pensar de mim. Acontece que eu até tinha coisas a fazer, uma série de tarefas que poderiam preencher essas horas. Mas não as fiz, e confesso que em grande parte por ser domingo. A chuva no fim da tarde veio coroar esse ar de preguiça e descanso desse primeiro dia da semana, que tem muito mais cara de derradeiro do que de inicial. As tarefas que não fiz, faço parte delas amanhã. Outra parte não farei nem amanhã, nem depois, talvez demore muito para fazê-las. Contudo, descansei como há muito não descansava, mesmo em plenas férias.
É, talvez não seja tão irrelevante assim qual é o dia da semana... Domingo é domingo!
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