Ontem assisti, em parte, o Jornal Nacional. Raramente faço isso, não por algum motivo em específico, simplesmente por geralmente não estar em casa no horário. É ainda mais raro eu falar sobre política, acho que nesse blog ainda não havia feito isso, mas uma notícia que vi ontem me obriga a escrever.
Não me atentei a números, mas fiquei sabendo que o governo realizou, dias atrás, um super corte no orçamento da união para 2009. No dia seguinte, colocou meio bilhão de reais a mais no programa Bolsa Família. Em seguida da informação, mostraram uma família, que sobrevive do trabalho do pai, que cobre o aluguel, enquanto que os 150 reais do bolsa família cobrem as despesas restantes, sendo o pai, a mãe e duas filhas. Ao ser entrevistada, a mãe diz que a ajuda é bem vinda, mas que o que ela queria de fato era ter um emprego. Não sei o quanto essa vontade é dela, e não do jornal nacional em sí, mas de qualquer forma, é consciência rara.
Vendo essa reportagem me lembrei de um dos motivos para meu desagrado com o governo Lula. Seu assistencialismo é covarde, atrasado e populista. Dar os peixes, sem ensinar a pescar é não só infrutífero, como também uma forma de atar a massa de manobra às vontades do governo. Ao invés de manter investimentos nas áreas que geram desenvolvimento e, consequentemente, empregos, o governo prefere refrear áreas que poderia gerar autonomia, para incentivar a dependência dos indivíduos pobres perante o Estado. Reforça a lógica de coisa pobre para os pobres, e espalha as migalhas que sobraram do livre comércio. Sem, contudo, modificar em nada a realidade avassaladoramente desigual.
Se a direita simplesmente entrega a população às revelias do mercado, a esquerda lulista tapa o sol com a peneira, e transforma o excluído do mercado não só num indivíduo pobre, como também num indivíduo manipulável e acrítico. E que, certamente, elegerá Dilma, a mãe do PAC. Criando assim o tão polêmico, e tão simples, terceiro mandato de Lula.
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