Assinei uma coleção da Veja, chamada Cinemateca. Estou para receber os cinco últimos volumes, de um total de cinquenta, que trazem um livro com diversas informações sobre um filme, bem como o DVD do mesmo. Ontem, para evitar a triste síndrome da musiquinha do fantástico, escolhi um filme para assistir. Não muito aleatoriamente, escolhi "Um Sonho de Liberdade".
Como li no livrinho, o filme foi um fracasso nos cinemas, conseguiu algumas indicações a prêmios, mas não levou nenhum. Contudo, pouco a pouco, o filme foi ganhando o reconhecimento que definitivamente merece. A história contada é emocionante, renovadora e leve, sem deixar de ser realista. Traz ótimas atuações, tanto dos protagonistas Tim Robbins e Morgan Freeman, quanto dos coadjuvantes.
Mas acho que o que mais me impressiona nesse filme é seu diretor: Frank Darabont. Ele desenvolve o filme de forma extremamente segura, dando tempo para que o espectador se deleite com as imagens e diálogos da história. O que pode parecer lentidão para muitos, soa como apreciação para mim, sabendo que o roteiro, a imagem, as personagem são capazes de envolver o espectador, de mantê-lo dentro do filme, enquanto Darabont nos guia nessa jornada.
Frank trabalha pouco, mas com muita qualidade. Desde 1990 trabalhou apenas em cinco filmes, dos quais não vi apenas o primeiro, "Morto, Mas Nem Tanto". Depois comandou "Um Sonho de Liberdade" (1994), "À Espera de Um Milagres" (1999), "Cine Majestic" (2001) e "O Nevoeiro" (2007). Todos ótimos filmes, não extremamente criativos ou inovadores, mas cinema de primeiríssima qualidade.
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